Publicado  quarta-feira, 27 de outubro de 2021

PCA - PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA

 

 As PCA – Práticas Corporais de Aventura são divididas de duas formas, as PCAN (Prática Corporal de Aventura na Natureza) e as PCAU (Práticas Corporais de Aventura Urbanas).

 As Práticas Corporais de Aventura se diferenciam das demais modalidades esportivas devido a estarem relacionadas a um maior grau de risco e adrenalina. Os termos esporte ou desporto radical, de aventura ou de ação são usados para designar desportos com maior grau de risco físico, dado às condições de altura, velocidade ou outras variantes em que são praticados ou seja em relação direta com o meio ambiente.

 

      


 

 O meio ambiente refere-se ao conjunto de fatores físicos, biológicos e químicos que cerca os seres vivos, influenciando-os e sendo influenciado por eles. Desta forma, em se tratando das Práticas Corporais de Aventura o meio ambiente pode ser definido como tudo aquilo que cerca o praticante, tudo o que está ao seu redor.

 


       

 

 Estes esportes por oferecerem mais riscos do que os desportos em geral se tornam mais emocionantes mas também exigem um maior esforço físico e maior controle emocional.   Antigamente, esportes radicais eram atividades que envolviam paraquedismo, snow board e vôo livre, com o passar do tempo, outras atividades foram criadas e incluídas como rafting, trekking, escalada, montanhismo, mergulho, entre outras.

 Os esportes radicais quando praticados como um lazer ou atividade recreativa podem ser muito agradáveis, mas se não se tomar os devidos cuidados poderão gerar acidentes e até a morte do praticante. 

 A definição de esporte de aventura, também conhecido como esporte da natureza, surgiu no final da década de 1980 e início da década de 1990, quando foi usado para designar esporte de adultos como o paintball, surfe, alpinismo, montanhismo, paraquedismo, bungee jumping, trekking , ciclismo de montanha, que antes eram esportes praticados por um pequeno grupo de pessoas, passaram a se tornar populares em pouco tempo.

 Cada vez mais estas práticas vêm ganhando popularidade e a internet vem colaborando bastante para isto. Em sites de vídeos, como o youtube, milhares de usuários divulgam suas aventuras nos fazendo sentir como se estivéssemos praticando estes esportes.

             

BENEFÍCIOS DAS PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA

 

 As atividades dos esportes radicais proporcionam muitos benefícios, como sensação de bem-estar, aumentam a força muscular, diminuem o risco de algumas doenças, melhoram a flexibilidade e o equilíbrio, são estimulantes, devido ao excesso de adrenalina liberado pelo corpo, proporcionam o aumento da autoconfiança e ao final a sensação de relaxamento.

 Especialistas afirmam que essas atividades fazem muito bem à saúde, mas elas exigem mais preparo físico se comparadas às atividades mais comuns. Por isso, antes de começar a praticar é essencial que o atleta se informe sobre o que é importante fazer para se exercitar com segurança. O conhecimento pode ajudar a evitar acidentes e orienta como melhorar o desempenho físico.

             

O IMPACTO AMBIENTAL DOS ESPORTES DE AVENTURA

 

 O aumento gradativo da busca de atividades esportivas e de aventura em ambientes naturais tem mobilizado pesquisadores de diversas áreas (Educação Física, Turismo, Biologia, Engenharia Florestal, Geografia, Geologia etc.), a uma reflexão mais detalhada sobre os impactos sociais, culturais e ambientais dessas práticas. A crescente utilização de algumas áreas vem causando tanto descaracterizações socioculturais quanto impactos ambientais, sendo necessárias medidas de manejo e de gestão capazes de diminuir tais impactos negativos e planejar futuras atividades.  Apesar de serem atividades de esporte e aventura que muitas vezes são tidas ou divulgadas como ecológicas, por motivos diversos (falta de informação, normatização, consciência ambiental etc.), não vêm sendo observadas por parte dos praticantes medidas que visem minimizar os impactos decorrentes das mesmas. Pelo contrário, em muitos casos fica evidenciado que a natureza nada mais representa que um ambiente cheio de obstáculos a serem vencidos ou superados. 

 

Como exemplo temos:

 

1.      Impacto na paisagem pela abertura e utilização de trilhas;

2.      Erosão e compactação do solo;

3.      Assoreamento de córregos e nascentes;

4.      Alteração e destruição da vegetação e de habitat de animais;

5.      Poluição: barulho, lixo, emissão de gases e petróleo (combustível);

6. Interferências social e cultural em comunidades próximas envolvidas.

 

 


                 

Todos os anos, após as temporadas de escalada, milhares de quilos de lixo são deixados no Everest pelos alpinistas. As esquipes de escala abandonam garrafas de oxigênio usadas, barracas, cordas, escadas, latas e embalagens de plástico, entre outros.

             

 

EXEMPLO DE PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA

 

BMX ou Bicicross - é praticado com bicicletas especiais em uma espécie de corrida em pistas de terra com diversas rampas e obstáculos

 

Parkour ou em português: arte do deslocamento, é uma atividade cujo princípio é mover-se de um ponto a outro o mais rápido e eficientemente possível, usando principalmente as habilidades do corpo humano.

 

Skate - consiste em deslizar sobre o solo superando obstáculos equilibrando-se numa prancha com rodas.

 

Acquaride - Consiste em descer corredeiras sobre uma câmara de ar utilizando as mãos como propulsores. Luva e capacete são equipamentos de segurança obrigatórios.

 

Alpinismo ou Montanhismo: é a prática de subir montanhas através de caminhada ou escalada.

 

Arborismo - consiste na travessia entre plataformas montadas no alto das árvores, ultrapassando diferentes tipos de obstáculos como escadas, pontes suspensas, tirolesas e outras atividades que podem ser criadas.

 

Asa-delta - é um tipo de aeronave composta por tubos de alumínio, que proporcionam a sua rigidez estrutural, e uma vela feita de tecidos, que funciona como superfície que sofre forças aerodinâmicas, proporcionando a sustentação da asa-delta no ar.

 

Bungee jumping - consiste em praticar um salto em lugares muito altos amarrados pelos tornozelos ou cintura a uma corda elástica.

 

Motocross, MX ou MotoX - é praticado sobre motocicletas de estilo off-road em lugares com diversos obstáculos, são várias as categorias do Motocross, como: Arenacross, Trial e Enduro.

 

Mountain Bike, ou Bicicleta de Montanha, é um tipo de bicicleta usado no de ciclismo na qual o objetivo é transpor percursos com diversas irregularidades e obstáculos.

 

Parapente, ou paraglider em inglês, é semelhante a um paraquedas pois também tem uma estrutura flexível e o utilizador está suspensos. O voo de parapente é uma modalidade de voo livre que pode ser praticado tanto para recreação quanto para competição onde é considerado esporte radical.

 

Rapel - é uma atividade praticada com o uso de cordas e equipamentos adequados para a descida de paredões e vãos livres bem como outras edificações.

 

Rafting - é a prática de descida em corredeiras em equipe utilizando botes infláveis, equipamentos de segurança.

 

Snowboard, Snowboarding ou Esnouborde - é um esporte que consiste em equilibrar-se sobre uma prancha sobre superfícies com neve em encostas de montanhas como no esqui.

 

Surfe ou surf - é efetuado na superfície da água deslizando em pé sobre uma prancha , cuja proficiência é verificada pelo grau de dificuldade dos movimentos executados pelo surfista aproveitando a onda que quebra quando se aproxima da praia ou costa

 

Wingsuit é um macacão com asas usado por paraquedistas para vôos de alta performance. Os praticantes desta modalidade de paraquedismo são também chamados "Bird-man" (homem pássaro).

 

Mergulho é a prática de submergir, ou utilizando um aparato de respiração ( mergulho autônomo, mergulho dependente ou semi-dependente) ou segurando a sua respiração, denominada mergulho livre. 

 

 

VÍDEOS SUGERIDOS

 

Vídeo de meu canal com as atividades. Vídeo Youtube

https://youtu.be/1eQYuTBkuFU

 

Slackline https://www.youtube.com/watch?v=bVh6l_AwGjk

 

Vídeo de PCA – Práticas Corporais de Aventura CFNP

 

https://www.youtube.com/watch?v=2aGKv_-Pplk&t=55s

 

https://www.youtube.com/watch?v=t4by1hWBsPo&t=686s

 

 

Referencias Utilizadas http://educacaofisica-mnam.blogspot.com/2013/05/esportes-da-natureza.html     11:42 09/05/2020

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Meio_ambiente        11/05/2020 9:21

 

Por Rodrigo Borges Santana -Geógrafo e especialista em Planejamento Urbano e Ambiental. http://amapac.blogspot.com/2011/05/o-impacto-ambiental-dos-esportes-de.html 09/05/2020

 

NAHAS, Markus Vinicius, Obesidade, controle de peso e atividade física, Londrina: Midiograf, 1999. _____________________, Atividade física, saúde e qualidade de vida: conceito e sugestões para um estilo de vida ativo, 3ª ed. Revisão e atualização, Londrina

 

Coletivo de autores, Metodologia do ensino de educação física, São Paulo: Cortez, 1993.


ESPORTES RADICAIS DE AVENTURA URBANA

Publicado  quarta-feira, 13 de outubro de 2021

 Todo mundo em algum momento já viu ou ouviu falar em esportes radicais urbanos. 

Quem é que já não viu algum garoto ou garota andando de skate pelas ruas da cidade? 

Bem, esses são tipos de esportes que injetam uma boa quantidade de adrenalina no sangue e deixam o nosso coração batendo nas alturas.

 A ideia é de se arriscar e experienciar emoções intensas que podem ser bem interessantes e viciantes. Então, se você é do time que curte esse tipo de esporte, ou quer se aventurar, então fica aqui com a gente porque você vai ficar alucinado. 

História dos esportes radicais urbanos 


Os esportes radicais urbanos e também os esportes de aventura podem ter como marco de sua origem a década de 80 ou mais precisamente o finalzinho da década de 1980 e início da de 90.

Muitos desses esportes já existem enquanto práticas aleatórias ou então associadas a determinadas funcionalidades e esportes. 

Esses esportes surgiram de maneira simples e despretensiosa. Os praticantes elaboraram práticas esportivas que permitissem a ele vivenciar certas situações e experiências dentro de determinados ambientes, correndo riscos ainda maiores que os esportes comuns. 

Inicialmente, a prática se resumia a um grupo pequeno de pessoas, que se reuniam e realizavam suas atividades. Aos poucos, tais esportes foram se popularizando e aumentou o número de adeptos a tais práticas. 

Na década de 90 esses esportes tomaram mais corpo e ganharam organizações mais bem elaboradas, assim como competições, não só no Brasil, mas no mundo todo.

Certos esportes são mais populares em determinados lugares do que em outros, mas em todos os esportes radicais como um todo sempre atraem as pessoas. 

Diversos desses esportes possuem existência que remonta há décadas. Outros, por sua vez, são mais recentes. Há ainda aqueles que são originados a partir de um outro esporte, porém com modificações distintas. Além disso, vale lembrar que há esportes que contam com subcategorias internas, variando ainda mais os estilos. 

É importante colocar que, no século XVIII e XIX, com a Primeira e Segunda Revolução Industrial, respectivamente, a vida humana em sociedade transformou-se profundamente. Isso ressignificou não só como as pessoas organizavam as relações de trabalho, mas também a própria subjetividade.

 O espaço urbano mudou e assim modificou a forma como o indivíduo lida com ele. Os esportes radicais urbanos são um excelente exemplo de como a vida humana nas cidades foi vivida diferentemente. 

 Por que fazer esportes radicais?

 Os esportes radicais urbanos estão no gosto de pessoas de idades diversas. Certamente que é bem mais comum eles serem praticados por pessoas entre 16 e 30 anos de idade. Contudo, é possível vislumbrar pessoas das mais variadas idades. 

Não há necessariamente contraindicações para a prática dos diversos tipos de esportes de aventura e tipos de esporte urbanos. O cuidado que é preciso tomar é que, devido ao grau de riscos oferecidos e a exigência física feita por essas práticas esportivas, pessoas com algum problema de saúde precisam ter maiores cuidados. 

Uma excelente razão para fazer esses esportes de ação é devido à saúde. Alguns especialistas apontam que os esportes radicais fazem um bem enorme ao corpo e à mente dos indivíduos. Eles ajudam a desenvolver maior capacidade cardiovascular, além de propiciar uma boa dose de força muscular, agilidade e rapidez. 

É importante colocar que não se recomenda a prática desses esportes a pessoas que já possuem algum tipo de problema cardíaco, hipertensão ou problemas associados a vertigens, equilíbrios e afins. Toda atividade desse tipo pode e deve ser monitorada por profissionais devidamente capacitados, evitando, assim, maiores problemas. 

Você ganha muita agilidade e habilidade corporal com esses esportes. Pelas características dos mesmos, será preciso realizar uma série de movimentos e ações que fazem com que você desenvolva novas capacidades e potencialidades motoras. 

Além disso, esporte radical como a escalada, o skate, o surf, entre tantos outros, dão uma enorme sensação de liberdade, de uma vida vivida com muito mais intensidade e melhor aproveitada. Eles geram uma gostosa sensação de bem estar. 

A ideia de superar obstáculos e dificuldades fomentam um aumento na autoconfiança do indivíduo, na sua autoestima. O ato de buscar a transposição de limites instiga as pessoas a buscarem sempre mais e o melhor.

 Modalidades de esportes radicais 

Há uma grande variedade de modalidades de esportes de aventura e esportes radicais urbanos.

 A classificação dos esportes radicais pode ser definida como: esportes com prancha, motorizados, de escalada, aquáticos, queda livre, voo/aéreos, sobre rodas e diversos (aqui entram esportes que não se encaixam nas categorias anteriores). 

Vamos citar abaixo alguns esportes radicais urbanos bem interessantes. 

1. Skate 


Um dos mais conhecidos e praticados esportes urbanos. Consiste em percorrer as ruas da cidade ou ambientes fechados, sobre um “carrinho” com 4 rodas, o famoso skate. 
Ele é oriundo do surf, no qual os surfistas, para treinar na ausência de ondas, criaram uma “prancha sobre rodas”.


2. Rapel 


O rapel consiste na descida em alturas. No caso dos ambientes urbanos, essa descida é feita em paredões artificiais ou mesmo prédios diversos, com a ajuda de corda, luvas, mosquetão e cadeirinha.



3. Parkour


 Esporte originário da França, seu funcionamento reside basicamente no deslocamento entre pontos diferentes de um ou mais locais na cidade, de forma rápida e usando habilidades corporais diversas. Aqui se aprende a superar obstáculos variados que estejam presentes no ambiente.


4. Paintball 


Essa é uma prática esportiva que tem se popularizado bastante. Reside na elaboração de pequenos circuitos, em que pessoas, portando uma espécie de arma munida com pequenas bolinhas cheias de tinta brincam atirando umas nas outras.


5.Slackline 


O slackline consiste em uma espécie de corda elástica presa a dois pontos distintos, a uma certa altura do chão.

 Praticando esportes radicais urbanos Os esportes radicais urbanos são um belo exemplo de como podemos aliar a adesão de mais exercícios físicos em nossas vidas com altas emoções e novas experiências. A vida nas cidades pode ser um pouco estressante e, por isso, descarregar nossas energias em esportes cheios de adrenalina é sempre uma boa pedida.

Xadrez

Publicado  quinta-feira, 7 de outubro de 2021

 


O xadrez é um jogo de mesa de natureza recreativa e competitiva para dois jogadores. É praticado sobre um tabuleiro quadrado e dividido em 64 casas, alternadamente brancas e pretas. De um lado ficam as 16 peças brancas e de outro um mesmo número de peças pretas. Cada jogador tem direito a um lance por vez. O objetivo da partida é dar o xeque-mate no adversário.


É um jogo que requer raciocínio lógico e estratégia, não envolve o elemento sorte, com exceção do sorteio das cores no início do jogo.

O surgimento do xadrez se deu no século VI, na Índia, com o nome de shaturanga, que significa “os quatro elementos de um exército”, em sânscrito. Posteriormente, o jogo foi para a China e para a Pérsia. É da palavra persa shah, que significa rei, que provêm o nome xadrez.

A forma atual do jogo surgiu no Sudoeste da Europa, na segunda metade do século XV, depois de ter evoluído de suas antigas origens persas e indianas.

O xadrez é um dos jogos mais populares do mundo, sendo praticado por milhões de pessoas em torneios, clubes, escolas. As competições oficiais tiveram início no século XIX, sendo Wilhelm Steinitz, considerado o primeiro campeão mundial. Existe ainda a Olimpíada de Xadrez, o campeonato internacional por equipes realizado a cada dois anos. Desde o início do século XX, a Federação Internacional de Xadrez e a Federação Internacional de Xadrez Postal, organizam eventos que reúnem os melhores enxadristas do mundo. O atual campeão do mundo (2007) é o indiano Vishy Anand.

O enxadrismo foi reconhecido como esporte pelo Comitê Olímpico Internacional em 2001.

Acredita-se que o xadrez tenha chegado ao Brasil no ano de 1500 pelos portugueses.



PEÇAS E Posição

• 1 ♔ Rei
• 1 ♛ Dama
• 2 ♝ Bispos
• 2 ♞ Cavalos
• 2 ♜ Torres
• 8 ♟ Peões.
As peças ficam em formação no fundo do tabuleiro, nas linhas 1 e 2 para as peças brancas, e nas linhas 7 e 8 para as peças pretas. Nos quatro cantos, na primeira e última linhas, ficam as Torres. Ao lado destas, nas mesmas linhas, ficam os Cavalos e, ao lado destes, ficam os Bispos. Nas duas casas centrais ficam o Rei e a Dama, sendo que a Dama é colocada na casa de mesma cor da própria peça (a regra é conhecida como "dama na cor"), ou seja, à esquerda para o jogador das peças brancas, e à direita para as peças pretas. Na outra casa central, ficam os Reis.
Nas linhas seguintes (linhas 2 e 7) ficam os peões.

Karatê

Publicado  quarta-feira, 29 de setembro de 2021

 A História do Karatê


O karatê é uma arte marcial japonesa que surgiu na ilha Okinawa. A história do karatê começa quando o monge indiano Bodhidarma caminha da Índia para China querendo fundar um mosteiro budista. Além dos conceitos de contemplação do budismo, Bodhidarma levou uma técnica de luta sem armas, com objetivo de manutenção da saúde e autodefesa, dando início as artes marciais 

Okinawa pertencia a China durante a dinastia Ming e o intercâmbio cultural foi inevitável. Após o final da dinastia Ming, Okinawa passa a ser dominada pelo Japão. Querendo evitar uma rebelião, os japoneses proíbem o uso de armas de fogo em Okinawa. A população começou a utilizar pés e mãos como forma de defesa, os mestres selecionavam os alunos e seus treinos eram secretos. A repressão da elite japonesa era tão grande que foi comparada com a perseguição a capoeira no Brasil Imperial.

No séc. XIX com a liberação do uso de armas de fogo, a história do karatê muda, a partir daí o karatê começa a ser praticado com enfoque em educação física e fundamentação espiritual, sendo introduzido como educação física em 1905.

O principal responsável por popularizar o karatê fora de Okinawa foi o mestre Gichin Funakoshi. Em

1916 fez a primeira demonstração pública, na cidade de Kyoto, em 1921 faz uma apresentação para Hiroshita, o futuro imperador do Japão. Em 1923, o mestre Funakoshi se muda para Tóquio com intuito de propagar o karatê no Japão, sempre buscando formar homens como cidadãos úteis a sociedade.


Após a derrota japonesa na 2ª Guerra Mundial, as forças Norte Americanas dominaram o Japão e proibiram a prática do karatê. Porém, alguns alunos de Funakoshi convenceram que o karatê era um esporte inofensivo, além disso, alguns soldados americanos estavam interessados em aprender aquela nova arte marcial. Assim com a imigração japonesa, o karatê se propagou pelo mundo ganhando adeptos de várias nações do mundo.

Hoje, segundo dados da Federação Mundial de Karatê (WKF), já são mais de 100 milhões de praticantes em todo mundo. Um deles é Vinicius Figueira, ex atleta universitário da modalidade – medalhista no Mundial Universitário de Karatê de 2014, que está na briga por uma vaga em Tóquio 2020.

A essência do karatê consiste em golpes, chute e socos, e as competições são organizadas em dois formatos: o kata – simulação de luta na qual o atleta executa movimentos de ataque e defesa, e o kumite – uma luta real entre dois atletas. No kata, os competidores podem escolher entre os 102 movimentos reconhecidos pela Federação Mundial de Karatê e, após demonstração, são julgados por fatores como força, velocidade, ritmo, equilíbrio, solidez, clareza e outros. Já no kumite, os atletas se enfrentam em uma área de 8mx8m e tem como objetivo acertar uma série de golpes na área alvo do corpo do oponente; ganha o competidor que acumular oito pontos a mais que o seu adversário durante a luta, ou que conseguir mais pontos no tempo designado (três minutos).

Natação

Publicado  quinta-feira, 23 de setembro de 2021

 

A natação é uma atividade física baseada na capacidade humana de se locomover na água (nadar). Há relatos e indícios da prática do nado há milhares de anos.

Como esporte, a natação aparece em competições desde meados do século XIX. Está presente também desde a primeira Olimpíada da era moderna em 1896, possuindo uma grande evolução ao longo do tempo.

A natação é um dos esportes mais praticados em todo o mundo. Além do condicionamento físico, a natação traz diversos benefícios para a saúde, possuindo adeptos de todas as idades.

História da Natação


A natação é praticada desde muitos anos antes de Cristo, isso é revelado por pinturas rupestres e relatos que remontam uma antiga relação dos humanos com a atividade.

A capacidade de nadar possibilitou avanços em questões relacionadas à sobrevivência e desenvolvimento humano. Possibilitou superar obstáculos (rios e lagos), adquirir alimentos (pesca) ou, mesmo, evitar afogamentos (enchentes ou quedas em rios).

Na Grécia antiga, a natação assumiu sua relação com a saúde e o condicionamento físico de guerreiros e atletas. Já no Império Romano, a natação fazia parte do sistema de educação e foram construídas as primeiras piscinas.

Durante a Idade Média, as atividades relativas ao corpo são alvo de crítica da Igreja e a natação perde força. Com o Renascimento e a virada antropocêntrica, a natação volta a ser praticada.

As primeiras competições organizadas de natação aconteceram em Londres, em 1837. Em 1874, é redigido o primeiro livro de regras da natação.

Em 1896, nos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, em Atenas, a natação é uma das nove modalidades disputadas. O primeiro campeão olímpico de natação foi o húngaro Alfréd Hajós.

Desde então, a natação evoluiu, surgiram os estilos de nado:

Crawl - braçadas alternadas e movimento vertical, também alternado;

Costas - Movimentos de braços e pernas alternado como no crawl, mas de costas para fundo da piscina; 

Peito - na posição de bruços, o atleta projeta o corpo para fora da piscina e realiza um movimento de braços e pernas em conjunto,

Borboleta (golfinho) - Movimento das pernas ondulatório como o nado peito, mas com o movimento de braços simultâneos, projetados para fora da piscina.



Também surgiram novas modalidades esportivas fundamentadas na natação:

Polo aquático;

Nado sincronizado;

Saltos ornamentais;

Mergulho





Os benefícios para a saúde trazidos pela natação

A natação é compreendida por especialistas em saúde como sendo uma das atividades mais completas e benéficas para a saúde.

Além de movimentar diversos músculos do torso, membros superiores e inferiores. A natação apresenta um baixo nível de impacto, comparado a outras atividades, diminuindo consideravelmente o risco de lesões.

Por sua relação com a água, é muito indicado para pessoas com problemas relacionados ao sistema cardiorrespiratório. Aumenta a capacidade pulmonar, regula os batimentos cardíacos e a pressão arterial de seus praticantes.

Além disso, é recomendado para pessoas que desejam perder peso. A atividade possui um alto gasto de energia, chegando a mais de 700 calorias por hora de natação.

Alguns estudos apontam também para a relação da natação com a diminuição da ansiedade e do estresse.

       

O Polo Aquático

Publicado  quinta-feira, 16 de setembro de 2021

 

O polo aquático é um esporte de confronto entre duas equipes. O objetivo é fazer o maior número de gols possíveis na equipe adversária. Esse esporte tem muita semelhança com o handebol, uma vez que a bola é passada com as mãos e arremessada ao gol. Todavia, há uma característica definidora para o polo aquático: ele é jogado na água. Portanto, saber nadar é fundamental para a prática desse esporte.


Embora não seja um esporte muito popular entre nós, brasileiros, o polo aquático é disputado em Jogos Olímpicos desde 1900, nas Olimpíadas de Paris. O Brasil, por sua vez, só teve vaga na disputa nos Jogos de Antuérpia, em 1920, quando conquistou a sexta colocação. Para fins oficiais, o polo aquático teria surgido na Inglaterra durante o século XIX, mas há indícios de que ele já era jogado no século XVII na Escócia e na própria Inglaterra.




Regras

Oficialmente, as competições são disputadas em piscinas de dimensões variáveis: a largura deve medir entre dez e vinte metros; o comprimento deve medir entre 20 e 30 metros; e a profundidade mínima deve ser de dois metros. A duração de uma partida é de quatro tempos de sete minutos cada. A bola apresenta massa variável entre 400g e 450g e é diferente para jogos femininos e masculinos.

As duas equipes são formadas por sete jogadores cada, os quais não podem pegar a bola com as duas mãos ao mesmo tempo (com exceção do goleiro) e nem afundar a bola para impedir o adversário de roubá-la. A diferenciação entre os jogadores de cada equipe ocorre por meio da cor da touca, que deve ser distinta entre os times. Mais uma vez os goleiros são exceções: ambos usam toucas de cor vermelha. Além disso, deve-se frisar que, embora o contato físico seja constante, bater, empurrar e chutar os adversários são atitudes proibidas. A condução da bola deve ser feita sempre com uma das mãos ou com os braços.

  

Faltas

Deve-se lembrar que as infrações são sempre apontadas pelos juízes. Embora já tenham sido tratadas de modo mais detalhado no trecho anterior, resumiremos as ações que são consideradas como faltas:

-  O jogador não pode segurar a bola com as duas mãos ao mesmo tempo;

-  Manter a bola embaixo da água;

-  Empurrar o adversário;

-  Cada jogada deve ser realizada em até vinte e quatro segundos.




KUNG-FU

Publicado  quinta-feira, 9 de setembro de 2021

 

As artes marciais são assim denominadas por apresentarem a proposta de desenvolvimento integral do praticante, a partir de técnicas corporais especificamente desenvolvidas para o combate e associadas a uma prática rigorosa disciplinadora, que se apresentam de modo mais abrangente do que simplesmente um mecanismo de luta. É nesse caso que o kung-fu se enquadra.


Para o Ocidente, é provável que a imagem do kung-fu esteja expressa em filmes hollywoodianos, produzidos em meados do século XX. Nesses filmes, os detentores da prática do kung-fu realizam movimentos inimagináveis em outras culturas. Segundo Mazzoni e Oliveira Júnior (2011), alguns monges chineses são capazes de executar movimentos tão inesperados quanto os reproduzidos cinematograficamente.


Os monges aqui referidos são aqueles pertencentes ao templo Shaolin, localizado na China. Acredita-se que o kung-fu tenha surgido na Índia e tenha sido levado à China apenas por volta de 500 d.C. pelo monge Bodidharma, que teria             incluído         a          meditação como parte integrante da arte marcial. Sua origem budista foi parcialmente modificada ao se instalar no templo chinês Shaolin. Isso porque o budismo indiano            pregava         o ascetismo      de       seus praticantes, enquanto a versão budista de Bodidharma apenas impedia o praticante do  exercício de atitudes extremas, como matar e roubar.


Até esse momento, as práticas do kung-fu eram transmitidas apenas entre monges, caracterizando uma relação íntima entre discípulo e mestre. No entanto, a partir dos séculos XIV e XV, especificamente durante o governo da dinastia Ming, houve um crescimento na quantidade de praticantes do kung-fu bastante significativo. Assim, se antes as técnicas do kung-fu permaneciam em segredo entre os monges do templo Shaolin, após esse período técnicas de outras artes marciais foram agrupadas à prática dos monges, e o kung-fu deixou de ser um segredo, tornando-se uma técnica a ser aprendida e ensinada. Esse processo permitiu à dinastia Ming o uso dos monges como soldados, protegendo seu território contra piratas japoneses por mais de uma vez.


Uma das características mais visíveis do kung-fu é o uso de armas. A manipulação técnica de armas para o combate remete à evolução da técnica em função de combates de guerra. Os instrumentos mais comuns são o bastão, a lança, o facão e a espada. Essas técnicas extremamente desenvolvidas de manipulação de armas caíram em desuso para soldados quando as armas de fogo passaram a ser utilizadas em campos de batalha. No entanto, ainda são parte integrante da prática do kung-fu até os dias de hoje.

Recentemente, o kung-fu passou por um processo de esportivização, que consiste em minimizar o apego às tradições, em prol de tornar-se um esporte de reconhecimento e de lucratividade no mundo ocidental. Isso se reflete na regulamentação de regras para a prática na detenção de diretrizes por parte de Federações e de Confederações; e na tentativa de incluí-lo como esporte olímpico.

A inclusão do kung-fu como esporte de disputa em jogos olímpicos consiste em uma estratégia chinesa, obviamente importante, para se afirmar como potência esportiva. Um esporte como esse, cujas disputas se dão em formatos de categorias, podem resultar em grande quantidade de medalhas para esse país, onde a prática do kung-fu é mais comum e, consequentemente, a quantidade de atletas de alto nível deve manter a lógica e seguir a mesma constante. 

Jogos Eletrônicos

Publicado  terça-feira, 8 de junho de 2021

 

O videogame é uma disputa executada no formato de um jogo eletrônico, geralmente é conectado a uma TV ou um computador. Este termo também é utilizado para definir o suporte no qual os games são processados, conhecido como console.

Seu surgimento:

 Apesar de não ser reconhecido oficialmente, o responsável pela criação do videogame foi William Higinbotham, em 1958. Com a intenção de entreter visitantes de um laboratório relacionado a objetos de guerra, William criou o Tennis for Two, jogo de tênis com apenas dois traços e uma bola.

Você conhece os gêneros e característica dos jogos eletrônicos? Segundo Sato e Cardozo (2008), existem sete tipos básicos de jogos eletrônicos, sendo eles:

 

RPG: jogos com narrativa muito forte, envolvente e bem elaborada perante trama, diversos núcleos e personagens. Exemplos: Final Fantasy, Dragon Quest, Kingdom Hearts.

Aventura: jogos cuja narrativa é trabalhada, mas não chega ao patamar de um RPG. Exemplos: Legend of Zelda e Tomb Raider.

Emulação: são jogos baseados no real, mas não precisos nessa realidade. Eles emulam (imitam) a realidade. Exemplos: FIFA, PES, Burnout e Need for Speed.

Simulação: são jogos muito fiéis ao real, simuladores mesmo. Exemplo: Flight Simulator.

Estratégia: jogos que exigem comando de elementos para atingir certos objetivos, tropas, gestão de recursos etc. Exemplos: Warcraft, Age of Empires e Starcraft.

Ação: jogos mais objetivos e ação mais frenética, não tão profundos na narrativa. Exemplo: Contra, Rainbow Six e CS.

Puzzles: jogos que envolvem mais o raciocínio lógico e exercício da mente. Exemplos: Tetris, Candy Crush Saga, Brain Age. 

SAÚDE X JOGOS ELETRÔNICOS


Segundo Baitello Jr (2014), é preciso muita atenção ao uso dos eletrônicos pois, além da dependência, ele pode causar a sedação dos sentidos fóbicos (visão e audição) que é necessário para nossa sobrevivência e consequentemente interferindo no desenvolvimento da comunicação e linguagem do ser humano.

Os malefícios do uso excessivo e desregrado pode nos levar a dependência e ao vício dos jogos, a falta de convívio social, inatividade física, a falta de cuidado com o corpo (cuidados de higiene, alimentação) e a um menor controle das nossas habilidades sócio emocionais.

Alguns estudos demonstraram que com cautela e o uso recreativo podem contribuir na melhora da memória e raciocínio lógico, diminui o stress (jogos não violentos) pois acabam se tornando um momento de diversão e um aumento significativo da criatividade.

Portanto, vale ressaltar que os jogos eletrônicos sendo utilizado com cuidado e responsabilidade, são uma forma de desenvolvimento saudável e prazeroso para todas as pessoas.  

Basquete

Publicado  sábado, 5 de junho de 2021

 

Este é o Lucas

 

Lucas é um personagem cadeirante da Turma da Mônica muito esperto e bonito, que adora esportes. Seu esporte preferido é o basquete.

A atividade física para portadores de necessidades especiais auxilia o desenvolvimento cognitivo, motor e pelo caráter lúdico propicia a socialização, além de ajudar a inclusão destas pessoas, na sociedade.

O objetivo desta aula é apresentar uma modalidade paraolímpica, permitindo que os


alunos experimentem as práticas vivenciadas pelas Pessoas

Portadoras de Necessidades Especiais, durante a atividade. A modalidade que vamos adaptar é o “Basquete em Cadeira de Rodas”.

O Basquete em Cadeira de Rodas

Praticado inicialmente por ex- soldados norte-americanos que haviam saído feridos da 2ª Guerra Mundial, o basquete em cadeira de rodas esteve presente em todas   as edições já realizadas dos Jogos Paraolímpicos.  A modalidade tem forte presença na história paraolímpica nacional, sendo a primeira a ser praticada no Brasil, em 1958, no Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro, por iniciativa de Robson Sampaio de Almeida.

As cadeiras de rodas utilizadas por homens e mulheres são adaptadas e padronizadas pelas regras da Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF). O jogador deve quicar, arremessar ou passar a bola a cada dois toques dados na cadeira. As dimensões da quadra e a altura da cesta seguem o padrão do basquete olímpico.  Cada partida possui quatro quartos de 10 minutos cada.

   Vamos praticar alguns arremessos?

Tudo que precisamos é de uma cadeira, uma cesta suspensa (uma caixa de papelão, uma lixeira de plástico, um balde pendurado a uma boa distância do chão, mais alto que a sua altura em pé) e uma bola. Lembre-se que a bola tem que conseguir passar por dentro da cesta!

Agora é só marcar o lugar distante, de onde o jogador deverá lançar a bola ao cesto.

 

Tai Chi Chuan

Publicado  quarta-feira, 14 de outubro de 2020

 

       O Tai Chi Chuan foi criado entre os anos de 1789 e 1872 pela família Yang, mais precisamente por Yang Lu Chang.  No entanto, o grande responsável por difundir essa técnica por toda a China foi o mestre Yang Cheng Fu, que viveu entre os anos de 1883 e 1936.

         O Tai Chi Chuan é uma arte marcial interna, de origem chinesa. Seu estilo é suave, e favorece o relaxamento muscular, ao contrário da maioria das artes marciais, que tem como objetivo a agilidade e a maior tensão dos músculos. O Tai Chi Chuan pode ser considerado uma meditação em movimento
         Os movimentos no Tai Chi Chuan são circulares.  Quando combinados com um ritmo respiratório, levam a um alongamento do corpo e consequentemente relaxamento do mesmo.                   Os movimentos são contínuos e delicados
             Os benefícios dessa arte são diversos, inclusive nos sistemas eliminatórios, imunológicos, digestivo e respiratórios. Por isso mesmo, ele é visto em muitos países como sinônimo de longevidade. O rejuvenescimento da pele, melhora do funcionamento do coração e da circulação sanguínea e o equilíbrio da pressão arterial são alguns dos grandes benefícios dessa técnica milenar.

REFERÊNCIAS:

https://www.infoescola.com/artes-marciais/tai-chi-chuan/

https://www.eusemfronteiras.com.br/o-que-e-tai-chi-chuan/

http://jairtonedfisica.blogspot.com/